BILHÕES EM EMENDAS PARA ONGs E ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS
- Carlos Lúcio
- há 5 dias
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Nos últimos anos, aumentou muito o volume de dinheiro público enviado por meio de emendas parlamentares e termos de fomento para associações e ONGs. Na prática, isso significa que bilhões de reais estão sendo repassados para entidades privadas executarem projetos que deveriam beneficiar a população.
Desde 2023: cerca de R$ 3,5 bilhões destinados a entidades privadas (ONGs/associações). Esse valor representa um aumento de +400% em relação à legislatura anterior.
O problema é que nem todas essas organizações têm estrutura, equipe ou capacidade técnica para lidar com valores tão altos. Em alguns casos, falta planejamento, controle e até preparo básico para executar o que foi prometido. Resultado: obras inacabadas, projetos que não saem do papel ou dinheiro mal utilizado.
Outro ponto preocupante é a falta de transparência. Muitas vezes, a população nem sabe para onde foi o dinheiro, como ele está sendo usado ou se o projeto está funcionando. Além disso, os órgãos de fiscalização nem sempre conseguem acompanhar tudo de perto, o que abre espaço para erros, desperdício e até corrupção.
Segundo matéria veiculada na revista Exame em 03 de janeiro de 2025, apenas 15% das ONGs analisadas cumpriam critérios adequados de transparência (CGU).

A Polícia Federal vem intensificando operações no combate a corrupção e contra o desvio de finalidade da aplicação de emendas parlamentares em todo o Brasil, na tentativa de coibir tal prática ilícita.
Tem se observado a intensificação deste tipo de emenda em anos eleitorais. Por isso, o controle social é fundamental. Ou seja, o cidadão precisa acompanhar, questionar e cobrar. O dinheiro é público — vem dos nossos impostos. Quando a sociedade participa e fiscaliza, aumenta a chance de que esses recursos realmente cheguem a quem precisa e cumpram seu objetivo.



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